Um dente começa a apresentar uma tonalidade diferente dos demais. Não dói, não está inchado e aparentemente continua exercendo sua função normalmente. É justamente nessa situação que muitas pessoas optam por esperar.
Mas uma alteração de cor isolada merece ser investigada.
A tonalidade de um dente pode mudar por diferentes razões. Por isso, observar a aparência é apenas o primeiro passo. Para entender a origem da alteração, o cirurgião-dentista precisa considerar o histórico daquele dente, realizar testes clínicos e avaliar exames de imagem quando houver indicação.
O dente já sofreu alguma pancada?
Essa é uma pergunta importante.
Uma queda, acidente, impacto durante esporte ou uma pancada sofrida no passado podem afetar as estruturas internas do dente. Nem sempre as consequências aparecem no momento do trauma.
Lesões traumáticas podem estar relacionadas a alterações na polpa dentária e a outras complicações que precisam ser acompanhadas ao longo do tempo. Por isso, dentes que sofreram traumatismos podem necessitar de avaliações periódicas, testes de sensibilidade pulpar e exames radiográficos.
Às vezes, o próprio paciente nem considera aquele episódio relevante. Uma pancada ocorrida muitos anos antes pode ter sido esquecida até que alguma alteração desperte atenção.
Se não existe dor, por que avaliar?
Porque a dor é apenas um dos possíveis sinais de alteração dentária.
Problemas de origem endodôntica não dependem obrigatoriamente de um quadro doloroso intenso para serem identificados. Existem alterações pulpares e periapicais que podem permanecer com poucos sintomas ou até ser encontradas durante exames de acompanhamento.
Por isso, não é possível concluir que um dente está saudável apenas porque ele não dói.
Também não é correto presumir que um dente escurecido precisará de tratamento de canal. A mudança de cor, sozinha, não estabelece o diagnóstico.
Como a origem da alteração é investigada?
A avaliação começa pela história clínica.
O profissional pode perguntar quando a mudança foi percebida, se aquele dente sofreu algum trauma, se houve tratamento anterior e se existem sintomas como sensibilidade, desconforto durante a mastigação ou mudança recente na tonalidade.
Em seguida, testes clínicos ajudam a avaliar a resposta do dente e das estruturas ao redor. Exames radiográficos também podem ser necessários para observar raízes e tecidos que não são visíveis durante o exame da boca.
O diagnóstico resulta da combinação dessas informações e não apenas da aparência do dente.
Quando entra a Endodontia?
A Endodontia é a especialidade dedicada ao diagnóstico e ao tratamento das alterações que envolvem a polpa dentária e os tecidos relacionados às raízes.
Quando a investigação indica comprometimento pulpar, o tratamento é planejado de acordo com a condição encontrada. Em outras situações, pode haver indicação de acompanhamento ou de uma abordagem diferente.
Na Moldavita Odontologia, a Dra. Eliza Gehlen, especialista em Endodontia, realiza essa avaliação considerando histórico, exames e características clínicas antes da definição da conduta.
Mudou de cor? Não tente concluir sozinho o motivo
Um dente diferente dos demais pode despertar preocupação estética. Mas antes de decidir como melhorar sua aparência, é importante compreender o que está acontecendo internamente.
Se você percebeu que um dente ficou progressivamente mais escuro, principalmente se ele já sofreu alguma pancada, uma avaliação pode esclarecer a origem da mudança e indicar se existe necessidade de acompanhamento ou tratamento. Fonte técnica: https://www.aae.org/specialty/a-concise-guide-to-pathology-within-endodontics/
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Responsável Técnico: Dr. Gilberto Luiz Cherubin • Cirurgião Dentista • CRO 3266
